Paróquia

Paróquia São Gonçalo (Contagem)

07h

09h
18h
20h
- SUSPENSA
19h
19h
19h
19h
16h
- SUSPENSA
19h
1ª sexta-feira de cada mês - Missa

05h30 - SUSPENSA

Comunidade Santíssima Trindade

Domingo
08h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES
Quinta-feira
19h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES

Comunidade Nossa Senhora do Carmo

Domingo
08h30
Quinta-feira
19h30

Comunidade Nossa Senhora das Graças

Domingo
18h - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES

Comunidade São Rafael

Domingo
18h
Sexta-feira
19h30

Comunidade São José

Domingo
19h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES
Sexta-feira
19h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES

Comunidade São Geraldo

Quarta-feira
19h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES
Sábado
19h30 - PAROQUIA NOSSA SENHORA DAS DORES
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São Gonçalo

Gonçalo de Amarante foi um eclesiástico português. Venerado pela devoção popular, é conhecido como São Gonçalo de Amarante. Foi beatificado em 1561.

Nasceu na família dos Pereira, de linhagem nobre, e efetuou os primeiros estudos como sacerdote. O arcebispo da Arquidiocese de Braga admitiu-o como seu familiar, e, sob os auspícios deste prelado, Gonçalo cursou as disciplinas eclesiásticas na escola-catedral da Sé Arquiepiscopal, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado pároco da freguesia de São Paio de Vizela.

Desejoso de visitar os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo e os Lugares Santos da Palestina, obteve licença, deixou os seus paroquianos aos cuidados de um sobrinho sacerdote, e partiu em peregrinação, primeiro para Roma, seguindo para Jerusalém, por onde ficou por 14 anos.

Quando voltou para Portugal, seu sobrinho, além de não o aceitar e não o reconhecer como verdadeiro e legítimo pároco, escorraçou-o e conseguiu, mediante documentos falsos, provar ao então Arcebispo, dom Silvestre Godinho, que Gonçalo havia falecido, obtendo a nomeação como pároco da freguesia.

Gonçalo, resignado com semelhante atitude, deixou São Paio de Vizela e partiu, pregando o Evangelho até às margens do rio Tâmega. No local onde hoje se ergue a Igreja e o Convento de São Gonçalo, em Amarante, de acordo com a tradição, ele ergueu uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, ali se recolhendo como eremita, consagrando o tempo à oração e à penitência, e saindo esporadicamente para pregar nos arredores.

Sentindo necessidade de encontrar um caminho mais seguro de modo a alcançar a glória eterna, Gonçalo jejuou uma Quaresma a pão e água e suplicou fervorosamente a Nossa Senhora que lhe alcançasse do Senhor essa graça. Afirma-se que a Virgem Maria apareceu-lhe e disse-lhe que procurasse a Ordem em que iniciavam o seu Ofício com a Saudação Angélica ou Ave-Maria – a Ordem dos Pregadores ou Dominicanos.

Gonçalo dirigiu-se então ao Convento de Guimarães, da Ordem dos Pregadores, recentemente fundado por Pedro González Telmo, apóstolo da região de Entre-Douro e Minho, o qual lhe deu o hábito e, uma vez feito o noviciado, admitiu-o à profissão religiosa. Após algum tempo, deu-lhe licença para, com outro religioso, voltar ao seu eremitério de Amarante, continuando a sua vida evangélica e caritativa.

Durante o seu ministério, Gonçalo operou muitas conversões, conduzindo o povo à prática de uma autêntica vida cristã, sem esquecer-se de promovê-los socialmente em muitos aspectos. Nesse particular, sobressai a construção de uma ponte em granito sobre o Tâmega, angariando pessoalmente donativos em terras circunvizinhas e levando os moradores mais abastados a darem vultosas ajudas para as obras. O povo atribui-lhe muitos milagres ligados a esta construção.

Concluída a ponte, Gonçalo viveu ainda alguns anos dedicado à pregação e à vida de oração. Reza a tradição que Nossa Senhora lhe revelou o dia da sua morte, para a qual ele se preparou com a recepção dos Sacramentos da Igreja. O seu corpo, após a celebração das exéquias por sua alma, foi sepultado na ermida. E milagres continuaram a ser atribuídos à sua intercessão.

Mais tarde, a primitiva ermida foi substituída por uma igreja. Sobre esta, em 1540, João III de Portugal determinou erguer o grandioso templo e convento que ainda hoje existe e que é monumento histórico da cidade de Amarante.

Foram abertos três processos canônicos pleiteando a Beatificação e a Canonização de Gonçalo de Amarante. O Papa Júlio III concedeu que se lhe tributasse culto público em 24 de abril de 1551. O último foi aberto pelo então bispo da Diocese do Porto, dom Rodrigo Pinheiro, por comissão do Papa Pio IV (1561). As instâncias de Sebastião I de Portugal, do Arcebispo da Diocese de Braga, da Ordem dos Pregadores, do Cardeal Dom Henrique e da população de Amarante, a sentença de Beatificação foi promulgada a 16 de setembro de 1561 pelo representante da Sé Apostólica. Mais tarde, o Papa Clemente X, em 10 de julho de 1671, estendeu a toda a Ordem dos Pregadores e a todo o reino de Portugal a concessão de honrarem este beato, um dos mais populares do país, com Missa e Ofício litúrgicos próprios.

A Festa de São Gonçalo no calendário litúrgico é 10 de janeiro. As Festas de São Gonçalo em Amarante são celebradas no primeiro fim de semana do mês de junho. O seu culto espalhou-se pelos domínios ultramarinos de Portugal, chegando ao Estado Português da Índia e ao Brasil, como confirma o sermão do Padre António Vieira sobre São Gonçalo.

Em sua terra natal ergueu-se uma ermida sob a sua invocação. É o patrono da cidade de Amarante, onde viveu e faleceu. No bairro da Beira Mar, na freguesia da Vera Cruz, em Aveiro, a Capela de São Gonçalo é chamada carinhosamente de Capela de São Gonçalinho.

Oração

Glorioso São Gonçalo, que viestes voltado para o amor a Deus na pessoa do próximo e agora gozais no céu o prêmio de ter observado na terra o mandamento máximo “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, dignai-vos interceder por nós que ainda vivemos num mundo impregnado de grosseiro materialismo, a fim de que saibamos aproveitar o exemplo que nos deixastes e assim alcançaremos as graças que melhor nos inclinem à prática da virtude e à bem-aventurança eterna.